Uma estreia na vida foi um livro um tanto surpreendente. Para quem não cria expectativas ou possui conhecimento prévio a respeito do que está por vir, resta a doce surpresa de ler uma narrativa muito bem escrita. Mas como nem tudo são flores, após a delícia que foi acompanhar um pouco da história do jovem Oscar naquela publicação, Alberto Savarus chega como um balde de água fria, completamente incapaz de causar no leitor qualquer sensação de ânimo ou excitação. Publicado em 1842 no formato de folhetim, essa personagem insossa dá título a este romance curto de 136 páginas, que provavelmente será esquecido em muito pouco tempo.
Tomo II - Uma Estreia na Vida
Uma estreia na vida é o primeiro livro do segundo tomo da Comédia Humana. Publicado em folhetim em 1842, tem-se aqui a história do jovem Oscar e a sua estreia na vida, começando de maneira não muito agradável. Na introdução do Paulo Rónai, ele começa dizendo que
"Balzac tem tempo. Começa por expor longa, minuciosa e até pesadamente os ambientes e as circunstâncias. Seus primeiros capítulos são provas pelas quais elimina o leitor frívolo ou distraído".
E assim começa Uma Estreia na Vida (em francês, Un Début dans la Vie), com um início arrastado e enfadonho. Mas quem insiste colhe os frutos: a história é extraordinária, daquelas "que as grandes obras de Balzac condenam a um esquecimento injusto, pois ela por si só bastaria a firmar uma glória literária".
Tomo I - Modesta Mignon
Modesta Mignon é o último livro do primeiro volume da Comédia Humana. Foi escrito em 1844, quando Balzac volta de São Petersburgo depois de um período de férias junto à Condessa Hańska, sua noiva, que escreve um rascunho que depois foi usado pelo autor para escrever este delicioso romance. O livro contém muitos traços autobiográficos, dado que a história da mocinha se assimila muito à da Condessa: ela escreveu cartas a Balzac e os dois se apaixonaram.


